Grupo IMNE lança o programa EcoBeda e reforça cultura de sustentabilidade

 

Diretora administrativa do Grupo IMNE, Martha Henriques com gerentes e supervisores

 

A direção administrativa e colaboradores do Grupo IMNE se reuniram no auditório do Hospital Geral Dr. Beda nesta semana para discutirem a proposta de um novo programa ambiental e de sustentabilidade da instituição. Trata-se do EcoBeda, que tem como finalidade reduzir o desperdício de água e materiais descartáveis, além de aprimorar o tratamento e a segregação de resíduos. A diretora Martha Henriques defendeu a necessidade de mudança de paradigmas em relação à sustentabilidade dentro do hospital.

A pauta ambiental ganhou ainda mais relevância com a nova certificação ONA 2, que traz ênfase na sigla ESG (em inglês para Environmental, Social and Governance ), relacionada às práticas ambientais, sociais e de governança. A proposta envolve não apenas o cuidado com o meio ambiente, mas também a responsabilidade social da instituição e sua inserção na comunidade.

Para fortalecer essa agenda, o hospital passou a contar com novos projetos elaborados pela área de Engenharia Ambiental, que atua nos processos de viabilidade e adequações técnicas. A instituição pretende ampliar iniciativas já existentes e buscar parcerias para desenvolver novas ações sustentáveis.

Engenheiro ambiental Vilmar Lessa

Martha Henriques relembrou iniciativas anteriores, como a implantação de bombonas para descarte de materiais perfurocortantes, após estudo técnico e consulta à Anvisa, medida que aumentou a segurança nas enfermarias. Também citou ações como reciclagem de papel, papelão, metais, óleo e lâmpadas com mercúrio. De acordo com a diretora, o hospital já adota práticas ambientais há mais de 20 anos e pretende ampliar o engajamento interno para consolidar uma cultura permanente de sustentabilidade.

Durante o lançamento do projeto EcoBeda, o engenheiro ambiental Vilmar Lessa destacou que, mesmo com a destinação correta dos resíduos hospitalares, ainda há impacto ambiental. Isso ocorre porque o processo envolve etapas como incineração e confinamento de materiais, que podem gerar subprodutos, como chorume e emissão de poluentes. A proposta, segundo a gestão, é minimizar esses impactos por meio de maior eficiência operacional e mudança de cultura interna.

“O hospital, por funcionar 24 horas por dia, durante todo o ano, é naturalmente uma grande estrutura de consumo de energia e água, além de gerador permanente de resíduos. Diante desse cenário, a mudança começa pela transformação da mentalidade das equipes. A iniciativa prevê ações contínuas de conscientização e treinamento, com participação dos setores de Educação Permanente e Qualidade, reforçando práticas de segregação correta, redução, reutilização e reciclagem de materiais”, explica Vilmar.

Redução de resíduos

De acordo com a apresentação, o conceito do EcoBeda está associado à ideia de “ecossinergia”, ou seja, o envolvimento coletivo de todos os setores em torno de um mesmo propósito. A meta é que a sustentabilidade deixe de ser uma ação isolada e passe a integrar a rotina institucional. O projeto foi oficialmente lançado e deverá ter seus resultados avaliados posteriormente, com foco na eficiência operacional, redução de resíduos e economia de recursos.

A lógica apresentada é clara: quanto menor a geração de resíduos, menor será o impacto ambiental, mesmo quando há destinação correta. A hierarquia defendida pelo projeto prioriza, primeiro, a redução; depois, o reaproveitamento de materiais entre setores; e, por fim, a reciclagem.

Logomarca do programa EcoBeda

Dentro desse conceito, o EcoBeda está alinhado às práticas de sustentabilidade e governança ambiental, com foco na eficiência energética, eficiência hídrica e correta segregação de resíduos. “Já foram realizadas reuniões estratégicas para implantação de medidas voltadas à redução do consumo de energia e água, além do fortalecimento das ações ambientais internas. O projeto também contempla o eixo social, ampliando a responsabilidade da instituição para além do ambiente interno, com reflexos na comunidade”, comentou Martha Henriques.

A redução do impacto ambiental também passa pela valorização de processos já implantados na instituição. Apesar da redução expressiva no uso de papel e impressões, a avaliação interna aponta que o sistema ainda não é utilizado em sua plena capacidade, o que indica potencial para avanços ainda maiores na diminuição de resíduos e no aumento da eficiência operacional.

O engenheiro ambiental Vilmar Lessa reforçou que a redução de impactos ambientais também depende de atitudes imediatas no dia a dia. “Problemas críticos, como vazamentos de água ou falhas elétricas, devem ser comunicados diretamente à manutenção, além do registro formal por meio de Ordem de Serviço (OS). A OS é apenas um trâmite administrativo; a solução efetiva depende da agilidade na comunicação e na atuação técnica. Está prevista ainda a intensificação de visitas periódicas de manutenção aos setores, como forma de prevenir desperdícios e falhas estruturais”, explica.

Discussões para ampliar conceitos e práticas sustentáveis nas unidades hospitalares

Durante a apresentação, foram expostos dados sobre resíduos de serviços de saúde, evidenciando a dimensão do impacto. A gestão destacou que a primeira diretriz do programa é a redução consciente: quanto menor a geração de resíduos, menor será o impacto ambiental. Em um único mês, foram registrados cerca de 172 mil quilos de resíduos. Somadas outras categorias, o volume pode chegar a aproximadamente 400 mil quilos — quantitativo equivalente a dezenas de caminhões destinados à coleta especializada.

A direção reforçou que a mudança depende do comportamento individual e coletivo, destacando que o lançamento do projeto marca um ponto de partida para uma transformação cultural interna. Após o período de Carnaval, as ações práticas começarão a ser implementadas, com reavaliação de setores administrativos que ainda apresentam alto consumo de papel e incentivo à redução do uso de descartáveis, como garrafas plásticas.

Ao encerrar, foi deixada uma mensagem de conscientização: tudo o que existe e vive precisa ser cuidado para continuar existindo — seja uma planta, um animal, uma pessoa, uma instituição ou o próprio planeta. A gestão agradeceu o engajamento das equipes e reforçou o compromisso coletivo com o novo projeto ambiental.

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