Pediatra Mariana Berlink destaca benefícios do leite materno e ações no Centro Nicola Albano

O Agosto Dourado é dedicado à conscientização sobre a importância do aleitamento materno e reforça que amamentar vai além de alimentar o bebê. Para a pediatra e neonatologista Mariana Berlink, da equipe do Centro Nicola Albano UTI Neonatal e Pediatria, do Grupo IMNE, a campanha também chama atenção para a necessidade de informação, apoio e condições adequadas para que as mulheres possam amamentar.

Segundo a especialista, a cor dourada simboliza o “padrão ouro” da alimentação infantil. O leite materno oferece nutrição completa nos primeiros seis meses de vida, além de proteção imunológica e contribuição para a redução do risco de infecções e outros problemas de saúde. Para as mães, o aleitamento auxilia na recuperação pós-parto, está associado à redução do risco de câncer de mama e de ovário e contribui para fortalecer o vínculo com o bebê.

Na UTI Neonatal Nicola Albano, o leite materno é prioridade, inclusive para os prematuros que ainda não conseguem mamar diretamente no seio. Nesses casos, a equipe incentiva a ordenha para que o recém-nascido receba o leite da própria mãe. A unidade também realiza a colostroterapia, que consiste na oferta de pequenas quantidades de colostro na mucosa oral dos prematuros.

“O incentivo começa ainda no pré-natal pediátrico e continua após o nascimento, com acompanhamento das mamadas, do ganho de peso e das dificuldades enfrentadas pela mãe”, explica Mariana.

Dor, fissuras, dificuldade de pega e posicionamento e insegurança em relação à produção de leite estão entre as queixas mais frequentes. Para a médica, a orientação especializada nos primeiros dias pode ser decisiva para a continuidade da amamentação. Ela ressalta que informação de qualidade e uma rede de apoio são fundamentais nesse processo.

“Não é necessário preparar os seios com buchas, massagens ou exposição ao sol. Mãe e bebê aprendem juntos e, diante de dor persistente ou dificuldade na pega, é importante buscar ajuda”.

Mariana também chama atenção para a necessidade de acolher as mães que enfrentam dificuldades e evitar qualquer tipo de culpabilização. “Quando a amamentação não acontece como planejado, essa mãe também precisa ser acolhida”, afirma.

Para a neonatologista, a maneira como uma mulher alimenta o filho não determina o quanto ela é uma boa mãe. O acompanhamento profissional deve considerar as necessidades da mãe e do bebê, oferecendo orientação e suporte ao longo de todo o processo. “O Agosto Dourado reforça, assim, a importância de uma assistência baseada em informação, apoio e acolhimento”, finaliza.

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