Beda Prime: Diagnóstico precoce é aliado no combate às hepatites virais, alerta especialista

Dra. Pâmela Rangel, médica gastroenterologista do Beda Prime

A campanha Julho Amarelo chama a atenção para a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento das hepatites virais, doenças que afetam o fígado e que podem permanecer sem sintomas por muitos anos. A gastroenterologista Pâmela Rangel, do GastroPrime, unidade do Beda Prime, ressalta que identificar precocemente essas infecções é fundamental para reduzir o risco de complicações.

Segundo a médica, exames rápidos para hepatites B e C, disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), representam uma importante estratégia para ampliar o diagnóstico da população e garantir o tratamento adequado. “Nosso trabalho é incentivar o rastreamento dessas doenças. Com testes simples, acessíveis e que ficam prontos em cerca de 30 minutos, conseguimos identificar precocemente muitos casos e iniciar o acompanhamento necessário”, explica.

Entre os diferentes tipos da doença, as hepatites A, B e C são as mais frequentes na prática clínica. Em Campos, a especialista observa um crescimento dos casos de hepatite A, especialmente entre pacientes que apresentam manifestações clínicas. “Temos percebido um aumento dos casos de hepatite A na cidade. Alguns pacientes chegaram com sintomas como mal-estar, febre, dor abdominal e icterícia, caracterizada pelo amarelamento da pele e dos olhos. Vale lembrar que nem todos os infectados apresentam sintomas”, destaca.

Cada tipo de hepatite possui forma específica de transmissão

As hepatites virais apresentam diferenças tanto na evolução quanto na forma de transmissão. A hepatite A é transmitida principalmente pela via fecal-oral, geralmente associada ao consumo de água ou alimentos contaminados e à deficiência nas condições de higiene. “Mesmo antes do surgimento dos sintomas, a pessoa já pode transmitir o vírus. Por isso, lavar bem as mãos e manter cuidados com alimentos e água são medidas fundamentais para evitar novos casos”, orienta a gastroenterologista.

Ela também esclarece que o convívio social não representa risco de transmissão da hepatite A. “A doença não passa por abraço, aperto de mão, beijo, espirro ou contato casual. O maior risco está na ingestão de alimentos contaminados, especialmente alimentos crus, frutos do mar e mariscos preparados sem os devidos cuidados de higiene”, afirma.

Já as hepatites B e C são transmitidas principalmente pelo contato com sangue contaminado e também por relações sexuais desprotegidas. “O uso do preservativo é uma medida essencial de prevenção. Enquanto a hepatite A costuma evoluir para cura espontânea, as hepatites B e C podem permanecer silenciosas por muitos anos e, sem tratamento, evoluir para cirrose e câncer de fígado. Por isso, diagnosticar precocemente faz toda a diferença”, ressalta.

A prevenção envolve medidas específicas para cada tipo de hepatite, desde cuidados com higiene e alimentação até práticas seguras nas relações sexuais e nos procedimentos que envolvem contato com sangue. Para a Dra. Pâmela Rangel, o Julho Amarelo amplia o acesso à informação e fortalece o combate ao diagnóstico tardio. “O GastroPrime e o Beda Prime participam dessa mobilização para conscientizar a população. Quanto mais cedo identificarmos a doença, maiores são as chances de evitar complicações e garantir qualidade de vida aos pacientes”, conclui.

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