Colposcopia, exames preventivos e câncer ginecológico abordados por Dr.Diego Azevedo

 

Doutor Diego Azevedo é ginecologista e obstetra, além de coordenador da Maternidade Lilia Neves (Grupo IMNE)

O médico ginecologista e obstetra Diego Azevedo tem 12 anos de experiência. Ele é atualmente o coordenador da Maternidade Lília Neves, integrante da equipe de profissionais do Beda Prime, especialista em trato genital inferior e em ginecologia endócrina. A prevenção do câncer ginecológico faz parte de suas atividades voltadas para mulheres em Campos dos Goytacazes. Doutor Diego é um defensor da colposcopia, exame usado para observar detalhadamente o colo do útero, a vagina e a vulva, auxiliando no diagnóstico de lesões pré-cancerosas.

De acordo com o especialista, o equipamento chamado colposcópio amplia a visão das áreas examinadas, permitindo identificar alterações ou lesões anormais. É um procedimento crucial para monitorar a saúde ginecológica.  A colposcopia tem várias finalidades. Primeiramente, diagnosticar lesões pré-cancerosas como lesões intraepiteliais de alto grau (HSIL) e de baixo grau (LSIL). Estes diagnósticos são importantes, pois há lesões que podem evoluir para câncer cervical se não tratadas. Nesta entrevista, ele detalha sobre este e outros temas da saúde feminina.

Em que momento a colposcopia é indicada? O senhor faz uma média de quantos exames desse tipo por mês ou por ano?

A colposcopia é indicada em várias situações. Entre elas: resultados anormais no exame Papanicolau, presença de verrugas genitais e HPV alto risco positivo, dentre outras. Uma colposcopia detalha estas condições e auxilia na definição do tratamento adequado. Em media faço cerca de 12 a 20 colposcopia por mês.

Quais as alterações mais comuns e sintomas conhecidos que as mulheres devem atentar para procurar um ginecologista e buscar fazer exames específicos?

Alterações no preventivo são os mais comuns, como: HSIL, LSIL, ASC-H e quando é detectado HPV de alto risco. Importante procurar uma avaliação quando apresentar alguns sinais e sintomas como:

– coceira ao redor do ânus e genitais

– espessamento ou afinamento da pele

– a pele perder sua cor natural, e desenvolver rachaduras e escamas

– presença de verrugas genitais.

Quanto tempo dura o exame de colposcopia e em quanto tempo o resultado com diagnóstico é apresentado à paciente?

A colposcopia dura em torno de 10 a 20 minutos. O laudo é emitido na hora. Em caso de biopsia, o resultado pode demorar 20 a 30 dias.

Toda colposcopia deve ser realizada com biópsia?

Não, nem toda colposcopia precisa ser realizada com biópsia. A colposcopia é um exame visual detalhado do colo do útero para identificar áreas suspeitas. A biópsia — retirada de um pequeno pedaço de tecido para análise — só é indicada quando se observa alterações que sugerem lesões pré-cancerosas ou cancerosas.Se a colposcopia não mostrar áreas suspeitas, a biópsia geralmente não é necessária.

O senhor também costuma abordar sobre conização do colo uterino. Do que se trata?

É um procedimento cirúrgico que remove uma porção em forma de cone do colo do útero, contendo a área com lesão. Pode ser feita por bisturi frio, CAF (cauterização por alta frequência) ou laser.

Onde as suas pacientes podem obter atendimento ginecológico no Grupo IMNE?

Atendimento para ginecologia geral e colposcopia, no Beda Prime, toda sexta-feira pela manhã.

O senhor tem especialização em trato genital inferior. Comente sobre esse tratamento.

Fiz especialização pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) em Patologia do Trato Genital Inferior, sigla PTGI, que é uma área da medicina que estuda e trata doenças que afetam a vulva, a vagina e o colo do útero. Estas doenças podem ter várias causas, incluindo infecções virais, bacterianas e fúngicas, como HPV, clamídia, candidíase e vaginose bacteriana. Além disso, também diagnostica e trata as dermatoses (doenças de pele na vulva), como o líquen escleroso, líquen plano e a psoríase.

Quais são as queixas mais comuns em relação ao trato genital e inferior e quais os tratamentos mais indicados?

Lesão por HPV é principal queixa. O tratamento pode ser: químico, cirúrgico ou laser, atualmente, o melhor método.

Quanto à ginecologia endócrina, o que pode comentar e quando essa especialização costuma ser aplicada em pacientes?

Essa especialização abrange o estudo dos hormônios e glândulas do corpo feminino, desde a puberdade até a menopausa. Na prática, ajuda a entender e tratar pacientes com ciclos menstruais desregulados, Síndrome dos Ovários Policísticos, menopausa, transição menopausal e problemas de fertilidade.

A respeito do câncer ginecológico o que poderia falar sobre prevenção?

A prevenção do câncer de colo do útero é extremamente eficaz e se baseia em duas estratégias principais:

1) prevenção primária (evitar a infecção pelo HPV) – realizada através da vacinação contra HPV, uso do preservativo e educação sexual.

2) prevenção secundária (detecção precoce de lesões precursoras por exames de rastreamento) – realizada através da coleta do preventivo, teste DNA HPV, colposcopia, cauterização por alta frequência (CAF).

O que as mulheres devem atentar nos cuidados da saúde ginecológica?

A saúde é um dos bens mais preciosos que temos. Cuidar do corpo e da mente deve ser uma prioridade em todas as fases da vida. No caso das mulheres, isso inclui atenção especial à saúde ginecológica, que influencia diretamente o bem-estar, a autoestima e até a fertilidade. Muitas doenças podem ser evitadas com atitudes simples: ir ao médico regularmente, manter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas e fazer os exames preventivos. Um bom exemplo é o exame teste DNA HPV, que detecta alterações no colo do útero e pode salvar vidas se feito com regularidade. Outro ponto importante é o uso de preservativos, que protegem contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como HPV, HIV e sífilis. Além disso, a vacinação contra o HPV é uma forma eficaz de prevenir não só câncer do colo do útero, como também de anus, vulva e garganta.

O senhor indica idade “ideal” para que mulheres procurem acompanhamento médico ginecológico?

Não há uma idade única e fixa — o acompanhamento ginecológico deve começar de forma individualizada, conforme as necessidades e a fase da vida da mulher. No entanto, a partir da adolescência já é importante contar com orientação médica.

 

 

 

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