
Uma tecnologia inédita no Brasil está ampliando as possibilidades de diagnóstico precoce da sepse, uma das principais causas de morte em hospitais no mundo. O BedaLab, em Campos dos Goytacazes, tornou-se pioneiro no país ao incorporar o biomarcador MDW (Monocyte Distribution Width), ferramenta capaz de fornecer informações importantes para que médicos reconheçam mais rapidamente pacientes com risco de evolução da doença e iniciem o tratamento em menor tempo.
A inovação foi apresentada durante o mais recente Encontro BedaLab, que reuniu profissionais da área da saúde para discutir os avanços da medicina laboratorial e o impacto das novas tecnologias no enfrentamento da sepse. A doença responde por cerca de 20% das mortes em todo o mundo e tem no diagnóstico precoce um dos principais fatores para aumentar as chances de sobrevivência dos pacientes.
Farmacêutica bioquímica, microbiologista e gerente do BedaLab, Ana Paula Neves destaca que cada minuto faz diferença diante de um quadro de sepse. Segundo ela, reconhecer rapidamente os sinais da doença permite iniciar a terapia adequada antes que o comprometimento do organismo se torne irreversível. “O tempo é determinante. Quanto mais cedo identificamos a sepse, maiores são as possibilidades de controlar a infecção, evitar complicações e salvar vidas”, afirma.

Além de Ana Paula, participaram das discussões a médica infectologista Andreya Moreira e o cardiologista Pedro Conte, diretor do Setor de Emergência do Hospital Dr. Beda. Ambos destacaram que a combinação entre protocolos assistenciais bem definidos e ferramentas diagnósticas mais precisas contribui para reduzir a mortalidade associada à doença.
A implantação do MDW no BedaLab foi resultado de um processo de estudos, validação científica e intercâmbio com especialistas envolvidos no desenvolvimento internacional da metodologia. O trabalho reuniu profissionais de diferentes áreas, permitindo que a tecnologia fosse incorporada com segurança à rotina laboratorial.

O MDW é um biomarcador que identifica alterações nos monócitos, células de defesa do organismo, funcionando como um importante indicativo da possibilidade de sepse. A informação complementa a avaliação clínica e auxilia a equipe médica na tomada de decisões, principalmente nas primeiras horas de atendimento, quando o início rápido do tratamento pode modificar significativamente a evolução do paciente.
Outro diferencial da tecnologia está na praticidade. O biomarcador é obtido automaticamente durante a realização do hemograma pelo analisador DXH 900, sem necessidade de nova coleta de sangue. A informação é gerada utilizando a mesma amostra já colhida para o exame, sem aumentar o tempo de processamento nem causar desconforto adicional ao paciente.

Atualmente, o MDW é o único biomarcador aprovado pela agência reguladora norte-americana (FDA) para auxiliar na identificação precoce da sepse. Para Ana Paula Neves, a incorporação da tecnologia representa mais do que um avanço técnico. “Nosso compromisso é oferecer diagnósticos cada vez mais rápidos e precisos, sempre associados ao cuidado humanizado. A inovação só faz sentido quando contribui efetivamente para melhorar a assistência e a segurança dos pacientes”, ressalta.
Ao investir em soluções de alta tecnologia, o BedaLab reforça sua proposta de integrar inovação científica, excelência laboratorial e atendimento humanizado, colocando à disposição da população recursos que podem fazer diferença na preservação de vidas.